Estou viciado em internet?

Deveríamos nos fazer esta pergunta com certa frequência. O tema vício digital foi matéria nesta semana de uma revista de grande circulação e ao que tudo indica, começa a causar preocupação nas famílias e instituiões de saúde o crescente número de jovens que se afastam dos amigos, abandonam estudos e isolam-se do mundo, imersos em aventuras virtuais horas a fio.

Se no início da era da informações, o que tínhamos eram problemas de lesões do esforçoo repetitivo (LER) devido ao exaustivo uso de teclado, mouse e má postura, hoje o cenário é bem diferente. Com novos dispositivos móveis, interfaces amigáveis e programas cada vez mais atraentes, os problemas deslocaram-se do corpo para mente. Não por acaso, as megacorporações que fabricam redes sociais e games empregam psicólogos e sociólogos, os quais auxiliam programadores na criação de interfaces, personagens e narrativas capazes de criar um “link” cerebral e emocional com o usuário. A dependência digital é comparada com outros vícios justamente porque afeta o sistema cerebral de recompensa.

Mas seria inocente pensar que o vício em internet é devido somente as novas tecnologias e seus bits brilhantes. É preciso olhar para nossa sociedade e descobrir a causa, a força que impulsiona o jovem para o outro lado da tela. É preciso olhar nos olhos, não no smartphone, é preciso conversar e não enviar um SMS, é preciso reaprender a viver com prazer os momentos que temos juntos. Se isto não existe mais, resta-nos mergulhar no ciberespaço.

NOTAS

Uso o termo “internet” neste post para sintetizar diferentes aspectos do ciberespaço, no caso: redes sociais, games e pornografia digital por exemplo, todos em maior ou menor grau podem levar o usuário ao vício.

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Reprodução de:
http://info.abril.com.br/noticias/rede/eu-virtual/2013/10/06/estou-viciado-em-internet/

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