Um dia de arte

Nas primeiras décadas do século XX, como o advento da Modernidade, a obra de arte passou a ser tudo ou qualquer coisa. Mas era sobretudo revolta. Revolta contra as coisas e valores instituídos.
O Impressionismo já tinha substituído o Real pela impressão.
A radicalidade destruidora – Dadá;
O esc̢ndalo РSurrealismo;
A vontade ordenadora – Construtivismo.
Estas 3 correntes entorno das quais tudo o mais (em arte) iria se organizar, apesar de opostas e irreconciliáveis, têm em comum o fato de não postularem a arte como duplicata da realidade. Muito ao contrário, cada uma a seu modo, criaram um abismo intransponível ao olho “realista”.
Desnaturalizaram o olho, abriram um abismo no interior da contemplação.
Uma coisa concebida para ser única, passou a ser múltipla.
Um espaço problemático, reflexivo, interrogativo: para a interpretação, a dúvida.
“Isto é arte? Não, arte é que é isto.”
Um obstáculo intransponível para o olhar empírico, para os códigos vigentes da inteligibilidade.
Um novo mundo: fechado, histórico e préprio.

Galat??a das Esferas Salvador Dal?? - 1952.

Galatéa das Esferas
Salvador Dalí – 1952.

http://noticias.universia.com.br/tempo-livre/noticia/2012/11/30/985664/conheca-galatea-das-esferas-salvador-dali.html

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O conteúdo não é um ponto de partida mas um ponto de chegada.

 


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