Hierarquia x estrutura x ativismo

Tecnologias são amplificadores de poderes (de alcances).
Até onde podemos ir?
O paradigma é uma ordem determinada por um governo central, partidos políticos representativos, empresas estruturadas com seus empregados, a família de pai, mãe e filhos, TV, jornais e revistas. Uma certeza de ordem. Influenciada pelo desejo/vontade/influência/poder de compra, de baixo para cima, e hierarquizada de cima para baixo.
A Internet/Web desestruturou o modelo de TV, jornais e revistas. Todo mundo publica tudo. Qualquer um publica o que quer. E qualquer um pode buscar quaisquer informações.
As pessoas são as grandes produtoras de conteúdo: mensalmente são colocados no YouTube mais conteúdo do que as 3 grandes redes de TV americanas conseguiram produzir em 60 anos.
As famílias, mantendo seus laços afetivos, protetivos e econômicos – já não são mais, unicamente representados por um homem, uma mulher, morando na mesma casa e cuidando dos filhos.
Se trabalha de casa (ou de qualquer lugar), vendendo conhecimento, sem vínculos empregatícios.
Nada no mundo está mais desacreditado que os partidos políticos. São possivelmente um anacronismo. Os interesses não conseguem mais ser representados por ideologias. Ou planos de governo. A participação nas decisões públicas, pode e já é, muito mais plebiscitária. Ativista.
E os governos são centralizados e imperiais apenas na tentativa de manter o passado. O paradigma de ordem.
Por isso esta sensação de mal-estar.
Precisamos arejar as estruturas. Como fizeram os arquitetos com o uso do concreto.

Clube do Mickey - 1930

Clube do Mickey – 1930

 

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O conteúdo não é um ponto de partida mas um ponto de chegada.


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