Arquivo mensais:agosto 2015

Retrato do artista quando jovem

Emmanuel Radnitzky mais conhecido como Man Ray, o cara “dadá” dos fotogramas, foi buscar a “ossatura” da linguagem fotográfica. Que no limite nem era mais fotografia como entendemos fotografia.

 

Man Ray by Eileen Algar - Setembro de 1937

Man Ray by Eileen Agar – Setembro de 1937

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100 anos de música na história

Das cavernas decoradas com com mãos – onde “eu” existo como linguagem e como consciência, ao presente internético/cibernético/nuclear, passaram-se mais ou menos 200 gerações. Uma história que está escrita na pedra. Nas pedras (acontecimentos=histórias) que deixamos ao longo deste caminho. Produto de uma programação que busca autonomamente sempre sobreviver e dar continuidade à espécie, e que transforma todo o excedente de energia, em sexo, reprodução: perpetuação da espécie. Sem nenhum outro propósito aparente a não ser este. Deslumbrados e perplexos com esta mecânica, contamos e recontamos (recorrentemente) esta história. Nas cidades, na música, na pintura, no teatro, nos livros, no cinema. A arte é o produto deste incômodo.
O artista como a antena social da espécie, conta e reconta  as pedras do caminho, para um determinado tempo e geografia. Revelando um lado, ou lados, ainda não percebidos.
E que pôde ser feito, de forma minimalista, com 2 violões e 2 banquinhos
Num Expresso 2222
Que sai (agora), direto
De um bom sucesso
Prá depois.

 

CAE  SÃO PAULO 20/08/2015   CADERNO DOIS CAETANO VELOSO E GILBERTO GIL Caetano Velos e Gilberto Gil durante apresentação da turnê " Dois Amigos, Um Século de Música" no Citibank Hall,.  FOTO JF DIORIO /ESTADÃO

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Femme

Concretismo – Fase I

femme pignatari

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Minotauro surpreendido enquanto comia

Maggi Hambling – 1986

Curadoria: Tate Modern

Minotaur Surprised while Eating 1986-87 by Maggi Hambling born 1945

 

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“Quando não escrevo, morro. Quando escrevo, também”.

Tão surreal quanto em Cem Anos de Solidão.
A vida imitando a arte.

Gabriel Garcia Marquez na Cidade do  Mexico em 1976.

Gabriel Garcia Marquez na Cidade do Mexico em 1976.

http://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,restos-mortais-de-gabriel-garcia-marquez-descansarao-na-colombia,1742546

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Que casa é essa?

O documental, objetivo, detalhista Walker Evans. Um dos vários fotógrafos que tiraram a fotografia do falso caminho das belas-artes, para o caminho da sua materialidade: imobilidade e tempo.
Por que esta casa foi abandonada?
Isto a fotografia não pode responder. Nem que foi a casa/sede de uma daquelas grandes fazendas de escravos do sul dos Estados Unidos.

Este instante ocorreu há 80 anos.

Casa da fazenda Belle Helene - 1935

Casa da fazenda Belle Helene – 1935

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Cinema: quando o enquadramento faz a festa

Quando o enquadramento, um dos principais elementos da dicção cinematográfica, diz quase tudo, molda, sintetiza, resume a história.
Um plano aberto, geral, em plongée (câmera do alto), um plano descritivo que resume a história.
Quem viu o filme Thelma & Louise, se lembra de tudo, neste quadro.

Thelma & Louise

 

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Eu não tenho sido vil.

O Facebook é um ambiente idealizado onde cada um é o herói de si mesmo.

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Poema em linha reta

Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos)


Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida…
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

 

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