A traição das imagens: isto não é um cachimbo

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A traição das imagens: isto não é um cachimbo (René Magritte – 1928/1929)

Sobre a decrepitude ética: a verdade verdadeira é a minha verdade

Não existe sentido lógico numa discussão intelectual séria quando os lados têm certezas. É da racionalidade da discussão intelectual render-se a argumentos válidos, e revisarem-se conceitos e posições.
Quanto mais militantes as pessoas são, independentemente do espectro ideológico ou filosófico, ao que parece, mais enviesada é a leitura da realidade em favor de posições defendidas. Acredita-se no que convém. Ou na melhor das melhores hipóteses: na crença nas suas crenças.
Nossa irremediável condição de intérpretes (vida e mundo como discurso) faz com que escolhamos o significado dos fatos que convém às nossas convicções. Em busca de conforto intelectual.
Uma pós-inteligência.

Fiéis à “fé” e infiéis aos fatos:
militantes
militantos
militontos.

A retórica persuasiva se sobrepõe ao mínimo denominador comum do que seria a verdade dos fatos, fazendo da mentira (ou das mitologias convenientes), a dinâmica social.
Se embebedando de uma retórica emocional, deformada e manipulada.
Amplificando a onda de irracionalidade.
Tudo sem a menor culpa.
Numa nova face da barbárie.
Que, no entanto, não é sequer nova: “Para homens que têm almas bárbaras, olhos e ouvidos são más testemunhas” – Heráclito de Éfeso: 500 AC)

 

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