Arquivos da categoria: Internet/Web

Vestir uma sombra – Cortázar para se ler no celular

2015 – 100 anos de Cortázar
Ultimo Round – 1969

vestir uma sombra

A coisa mais difícil é abordá-la, saber o seu limite, ali onde se confunde com a penumbra, ao borde de si própria. Escolhê-la entre tantas, afastá-la da luz de que toda sombra respira sigilosa, perigosamente. Começar então a vesti-la como que distraído, sem mover-se demasiadamente, sem assustá-la ou dissolvê-la: operação inicial onde o nada se esconde em cada gesto.

A lingerie, o transparente corpinho, as meias de seda que desenham uma ascensão sedosa até os músculos. Tudo ela consentirá em sua momentânea ignorância, como se acreditasse estar brincando com outra sombra, mas de repente se inquietará quando a saia cingir a sua cintura e sentir os dedos abotoando a blusa entre os seios, roçando a garganta que se alonga até perder-se num jorro obscuro.

Ela rechaçará o gesto de coroá-la com uma esvoaçante peruca loira (esta aura imprecisa rodeando um rosto inexistente!) e ter-se-á que apressar-se a desenhar a boca com a brasa de um cigarro, deslizar anéis e pulseiras para dar-lhe essas mãos com as quais resistirá inicialmente enquanto os lábios, apenas nascidos, murmuram a queixa imemorial de quem desperta para o mundo.

Faltarão os olhos, que brotarão das lágrimas, a sombra por si mesma completando-se, para melhor lutar, para negar-se. Inutilmente comovedora quando o mesmo impulso que a visitou, a mesma sede de vê-la conformar-se perfeita a partir do confuso espaço, comece a desnudá-la, a descobrir pela primeira vez sua forma que em vão busca proteger-se por trás de mãos e súplicas, mas consentindo lentamente na queda, num brilhar de anéis que rasgam o ar seus úmidos vaga-lumes.

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O conteúdo não é um ponto de partida mas um ponto de chegada.

 


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A internet livre e neutra

A internet é a mais importante infraestrutura já construída pela humanidade. É a infraestrutura das infraestruturas atuais. Todas as demais, em maior ou menor grau, dependem dela.
Mas ela só tem valor quando compartilhada. O compartilhar, a troca de informações, coloca a questão do controle e das restrições ao livre fluxo dos dados.
Fica o débil fio-de-navalha entre o que pode e o que não pode. Entre o que deve (trafegar) e o que não deve.
Entre crime e liberdade.

http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,uma-rede–um-futuro,10000000792

Neutralidade-de-rede-Marco-Civil

 

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A Internet comercial faz 20 anos

Em 1995, começava a Internet comercial no Brasil.
Em 1996 construímos (a W21Mercurion) as primeiras integrações/interações de Clientes com os seus respectivos clientes e/ou fornecedores. Nesta época, construímos algumas das primeiras ações B-to-B no mundo. Muitas, funcionam até hoje. Uma delas, do mesmo modo como foi construída (em 1996).

internet_w21mercurion

 

http://blogs.estadao.com.br/link/internet-brasileira-completa-20-anos/

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Anos rebeldes

Nos interessa os anos 60, quando a comunicação é massivamente unidirecional (predomínio da TV aberta com poucos canais, 3 ou 4 revistas/jornais com tiragem enorme e cobertura nacional).
A mídia de massa por excelência.
De uma maneira mais ou menos única de se comportar, surge uma geração rebelde, que contesta o estabelecido. A forma e o conteúdo do estabelecido. Modificando definitivamente a maneira de se sentir e pereceber as coisas.
Os anos 60 (no ocidente capitalista) mudaram o mundo.
Tudo muito diferentes dos tempos atuais onde a informação é multidirecional. Onde eu compartilho, tu compartilhas, ….., eles compartilham.
Da mídia de massa para uma massa de mídias.
Que estética e comportamentos se produzirão a partir desta massa de mídias?

Janis Joplin - 1969

Janis Joplin – 1969

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Hierarquia x estrutura x ativismo

Tecnologias são amplificadores de poderes (de alcances).
Até onde podemos ir?
O paradigma é uma ordem determinada por um governo central, partidos políticos representativos, empresas estruturadas com seus empregados, a família de pai, mãe e filhos, TV, jornais e revistas. Uma certeza de ordem. Influenciada pelo desejo/vontade/influência/poder de compra, de baixo para cima, e hierarquizada de cima para baixo.
A Internet/Web desestruturou o modelo de TV, jornais e revistas. Todo mundo publica tudo. Qualquer um publica o que quer. E qualquer um pode buscar quaisquer informações.
As pessoas são as grandes produtoras de conteúdo: mensalmente são colocados no YouTube mais conteúdo do que as 3 grandes redes de TV americanas conseguiram produzir em 60 anos.
As famílias, mantendo seus laços afetivos, protetivos e econômicos – já não são mais, unicamente representados por um homem, uma mulher, morando na mesma casa e cuidando dos filhos.
Se trabalha de casa (ou de qualquer lugar), vendendo conhecimento, sem vínculos empregatícios.
Nada no mundo está mais desacreditado que os partidos políticos. São possivelmente um anacronismo. Os interesses não conseguem mais ser representados por ideologias. Ou planos de governo. A participação nas decisões públicas, pode e já é, muito mais plebiscitária. Ativista.
E os governos são centralizados e imperiais apenas na tentativa de manter o passado. O paradigma de ordem.
Por isso esta sensação de mal-estar.
Precisamos arejar as estruturas. Como fizeram os arquitetos com o uso do concreto.

Clube do Mickey - 1930

Clube do Mickey – 1930

 

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Uma “quente” guerra digital

É bastante provável que esta seja a primeira eleição no Brasil onde os meios digitais, especialmente as redes sociais, venham a ter uma importância real no processo de decisão do eleitor. Até porque seráo os ainda indecisos que vão decidir o pleito.
Consequentemente, as redes sociais e outros meios digitais tornaram-se uma das arenas da luta Política.
E o cenário onde se desenrola a questão jurídica entre a liberdade de expressão e a preservação de direitos individuais de candidatos no que diz respeito, particularmente, às falsidades que maculem suas imagens.
A velocidade e a descentralização do meio digital dificultam a ação da justiça. além evidentemente do entendimento mais profundo da natureza específica dos meios digitais.

http://blogs.estadao.com.br/link/google-e-facebook-viram-reus-da-vez-durante-eleicoes/

redes sociais_w21mercurion

 
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toda censura e burra_w21mercurion

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Assuntos ou temas que fazem parte (direta ou indiretamente) das nossas atividades: tecnologia, Internet, design, mídias sociais, mobile, tendências e comportamentos são citados a partir de fontes da Internet para formar um corpo coerente. Diferentes tempos, diferentes temas, diferentes fontes, conversando sincronicamente, organizados de forma singular mas permitindo uma leitura plural. Quase uma revista é possivelmente o mesmo conceito.
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o piro cego e o que nao quer ver

“A internet é uma construção coletiva e esse é o começo do processo”, indicou o brasileiro.

 

intenet_aberta_w21mercurion

Tanto a Icann (organização gestora da Internet)quanto Davos (o Fórum Econômico Mundial)e as multinacionais comemoraram o fato de que, nos últimos meses, Brasília se distanciou de posições mantidas pela China, Rússia e outros países emergentes, que defendem um controle sobre a web vindo quase que exclusivamente de Estados.

“A internet ?? uma construção coletiva e esse ?? o começo do processo”, indicou o brasileiro (secretário de tecnologia da informações do governo, Virgílio Almeida).

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,acordo-sobre-como-gerir-a-web-e-urgente-diz-icann-imp-,1551393


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O falso como verdadeiro na Internet/Web – um destino?

De 1950 até hoje, a população dos EUA dobrou de tamanho e viu sua economia crescer 7 vezes. A receita dos jornais, neste mesmo período, retornou aos mesmos níveis de 1950. O grosso da queda ocorreu nos últimos 5 anos. Desde o advento da Internet/Web e das redes sociais, como mídia, ou pelo menos, como plataforma da comunicação. Isto quebra fundamentalmente 2 coisas:
1. A amarração que sustentava o modelo de negócio da Grande Imprensa: o conteúdo aliado ao suporte físico que garantia a distribuição ( o papel impresso );
2. O modelo centralizado de definição de como e qual informações seria veiculada.
A Internet/Web e as redes sociais, permitem que um conteúdo seja reproduzido infinitamente e distribuído por qualquer um, a qualquer hora. Levando a segmentação do conteúdo a níveis nunca antes imaginados. Em tese, você recebe o conteúdo que você quer, selecionado e recomendado por alguém em quem você confia.
Em tese, porque na prática, ainda, recebemos um conteúdo sem procedência, descontextualizado, de pessoas não qualificadas para tanto. A qualificação do conteúdo, e sua contextualização, ainda é a função da Imprensa, que pelo visto, não terá receita para continuar exercendo este papel.

o falso na Internet_w21mercurion

 

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